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Ronco: qual médico procurar e quando ele deixa de ser normal

Mulher tapando o ouvido com a mão enquanto o parceiro ronca ao lado

Para ronco, o médico indicado é o otorrinolaringologista ou o médico com formação em Medicina do Sono. O otorrino examina nariz e garganta, onde está a causa de boa parte dos roncos. A Medicina do Sono investiga se, junto com o ronco, existe apneia. Quando o mesmo médico tem as duas formações, a avaliação acontece numa consulta só.

Por que a gente ronca

Durante o sono, os músculos da garganta relaxam e a passagem de ar fica mais estreita. Quando o ar passa com dificuldade por esse caminho, os tecidos vibram e fazem o barulho do ronco. Tudo o que estreita ainda mais a passagem aumenta o ronco: nariz entupido, amígdalas grandes, palato e úvula mais longos, língua que cai para trás quando a pessoa dorme de barriga para cima, excesso de peso na região do pescoço.

Ronco é normal?

Roncar de vez em quando, depois de uma noite de álcool, num resfriado ou numa noite muito cansada, é comum. O que merece atenção é o ronco frequente, quase todas as noites, e o ronco que vem acompanhado de outros sinais. Nesses casos ele pode ser o primeiro sinal de apneia obstrutiva do sono, em que a respiração chega a parar por alguns segundos, várias vezes por noite.

Sinais de que o ronco merece consulta

  • Ronco alto quase todas as noites
  • Alguém percebeu pausas na respiração, engasgos ou "respiração presa" durante o sono
  • Acordar cansado, mesmo depois de uma noite inteira na cama
  • Boca seca ou dor de cabeça ao acordar
  • Sonolência durante o dia, cochilos sem querer
  • Pressão alta, principalmente se for difícil de controlar
  • Nariz entupido com frequência, principalmente à noite

Como é a avaliação

A consulta começa pela conversa sobre o sono. O relato de quem dorme junto ajuda muito, porque a pessoa que ronca quase nunca percebe as pausas na respiração. Em seguida vem o exame de nariz, boca e garganta, para entender onde a passagem de ar está estreita.

Quando há suspeita de apneia, é pedida a polissonografia, o exame que registra o sono durante a noite e mostra se a respiração para, quantas vezes e por quanto tempo. Ele pode ser feito em laboratório do sono ou, em alguns casos, em casa.

O tratamento depende da causa

Não existe um tratamento único para ronco, porque as causas são diferentes de pessoa para pessoa. Entre as opções, sempre definidas depois da avaliação, estão:

  • Mudanças de hábito, como evitar álcool à noite e cuidar do peso
  • Evitar dormir de barriga para cima, quando o ronco depende da posição
  • Tratar o nariz, quando a obstrução nasal é parte do problema
  • Aparelho intraoral, que posiciona a mandíbula durante o sono
  • CPAP, quando existe apneia com indicação
  • Cirurgia, em casos selecionados

Cuidado com soluções sem avaliação

Sprays, fitas e dispositivos vendidos para "acabar com o ronco" podem até diminuir o barulho, mas não tratam a causa e podem esconder uma apneia que continua acontecendo. Antes de tentar qualquer um deles, vale descobrir por que você ronca.

Quer entender o seu caso?

Consulta particular na Av. Paulista, com avaliação de sono e de nariz, ouvido e garganta no mesmo atendimento.

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